sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Candidatura de Oeiras à Rede Europeia das Cidades Saudáveis


O Projecto de Cidades Saudáveis é uma iniciativa do Gabinete Regional para a Europa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que prevê a adopção de estratégias concertadas para a promoção de comportamentos saudáveis e a aplicação dos princípios da Saúde Para Todos a um nível local.
Actualmente, esta iniciativa da OMS abrange mais de 1.400 cidades e municípios de 30 países, que em conjunto procuram encontrar soluções para problemas comuns e partilham estratégias e referenciais teóricos de intervenção. Estas cidades encontram-se ligadas em redes locais, nacionais e regionais, assumindo um compromisso para com a saúde e o desenvolvimento sustentável.
A
Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis (RPCS) é uma Associação que, a nível nacional, reúne os municípios interessados na implementação do Projecto de Cidades Saudáveis. A CMO aderiu à RPCS na data da sua constituição, em Outubro de 1997. Recentemente, o Município de Oeiras manifestou junto da OMS o interesse em alargar a sua cooperação no âmbito do Projecto Cidade Saudável a um nível internacional, pelo que apresentou uma candidatura à V Fase da Rede Europeia de Cidades Saudáveis.
A V Fase decorre de 2009 a 2013 e tem como tema central “A Saúde e a Equidade em Saúde em todas as políticas locais”. Todas as cidades membro da V Fase da Rede Europeia da OMS irão trabalhar este tema principal, dando especial ênfase às acções que abordam os determinantes sociais da saúde e a questão da iniquidade na saúde. Para além do objectivo central, a V Fase irá concentrar-se em três temas principais, cada um deles constituído por diferentes áreas de trabalho: Ambientes promotores de apoio e cuidados, Vida saudável e Ambientes Urbanos Saudáveis & Design.

Roadshow das Cidades Sustentáveis em Maio de 2010

Durante uma semana, será criado em Oeiras um espaço de informação, atendimento, actividades e debates totalmente dedicado ao tema da sustentabilidade local.
A par de um espaço onde as entidades do concelho (empresas, IPSS, associações) poderão estar representadas, haverá um “Gabinete de Apoio à Sustentabilidade” assegurado pela equipa da Agenda 21 Local de Oeiras, onde além de serem prestadas todas as informações sobre este processo se poderá inscrever como Voluntário, deixar a sua Ideia ou sugestão ou encaminhar um pedido de esclarecimento.
Cada dia da semana será dedicado a um tema, e não serão esquecidos assuntos importantes para o concelho de Oeiras como a Água, a Energia, a Solidariedade, a Mobilidade e a Inovação, promovendo-se debates, visitas de estudo, ateliers e workshops.
Oeiras 21+ irá dando notícias sobre este Fórum, a não perder.

Oeiras antecipa a meta de recolha de óleos alimentares usados


Oeiras iniciou em 2005 um projecto de recolha de óleos alimentares usados, o Projecto Óleo Valor, com o objectivo de desviar estes resíduos das redes de esgotos e dos resíduos sólidos urbanos (onde prejudica os processos de tratamento), promovendo o seu encaminhamento para valorização.
A partir de algumas experiências-piloto, e beneficiando dos resultados do projecto europeu “
Oilprodiesel”, em que Oeiras participou, será possível chegar ao 1º trimestre de 2010 com 31 oleões colocados na via pública para uso do sector doméstico.
O recente diploma (Decreto-Lei nº 267/2009) veio, entretanto, criar um regime jurídico específico para a gestão destes resíduos, atribuindo aos municípios responsabilidades próprias neste contexto e definindo metas concretas para a criação de redes municipais de recolha selectiva de óleos alimentares usados – metas essas que Oeiras atingirá brevemente.
Em Oeiras, não só a autarquia está de parabéns como também – e especialmente! – os munícipes, pois a adesão tem sido muito elevada, estimando-se recolhas de cerca de 14 toneladas por mês, revelando uma grande consciência cívica e ambiental de muitos dos residentes em Oeiras. Agora… é só passar a palavra e convidar os vizinhos a fazer o mesmo!

Naturalização em linha de água















O concelho de Oeiras é atravessado no sentido norte-sul por 5 ribeiras - Laje, Porto Salvo, Barcarena, Jamor e Algés -, possui um sistema hidrográfico bem ramificado, constituído por pequenas ribeiras, regueiras e linhas de água, sendo muito rico em termos de recursos hídricos subterrâneos, como prova a extensa rede de minas, mães de água, poços, fontes, chafarizes e lavadouros.
Até á data as intervenções têm-se limitado a alguns troços nas ribeiras principais, com o emprego de tecnologias clássicas de engenharia cujo objectivo é sobretudo a criação de secções que suportem a cheia centenária. A consciência das desvantagens e insuficiência destas metodologias e da importância de uma abordagem mais abrangente tendo em conta os aspectos de natureza ambiental e a sua enorme contribuição para o equilíbrio dos sistemas urbanos, fez surgir o emprego de novas técnicas baseadas na engenharia natural, que têm vindo a ser empregues desde há largos anos em outros países.
No âmbito dos projectos da Agenda 21 Local, pretende-se a implementação de boas práticas de intervenção no território, tendo como grande objectivo alcançar o que se designa por desenvolvimento sustentável.
È nesta perspectiva que se tem procurado nas diversas áreas de actuação, mesmo que de pequena escala, a adopção de soluções que vão de encontro a esses objectivos, A Divisão de Espaços Verdes tem em programação ou em curso um conjunto de projectos piloto que vão de encontro a estas práticas. A preservação e renaturalização de linhas de água urbanas e a sua integração na estrutura verde de protecção e lazer no âmbito de intervenções urbanísticas ou projectos internos é uma prática que começa a ser implementada e da qual esta intervenção em Talaíde constitui um exemplo a replicar.

Guia de Poupança de Energia para as IPSS de Oeiras

Surgiu no final de 2009 uma linha de apoio financeiro específica para a aquisição de painéis solares pelas IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social - , no âmbito do programa Solar 2009.
Em paralelo, a CMO e a OEINERGE (Agência de Energia e Ambiente de Oeiras) lançaram um trabalho de levantamento (inquérito telefónico às IPSS do concelho) e desenvolvimento de acções de apoio a estas entidades no domínio da Eficiência Energética. Daqui irá resultar um Guia Prático de Poupança de Energia, cuja publicação se prevê para breve, e a criação de um “balcão” de apoio a estas entidades na OEINERGE, para ajudar a implementar os seus projectos de eficiência energética e de instalação de energias renováveis.
Já existem bons exemplos destas iniciativas em Oeiras (merecendo destaque a Cooperativa de S. Pedro e a Fundação Obra Social das Religiosas Dominicanas Irlandesas, cujas experiências são relatadas no Guia), esperando-se que com estas “ajudas” muitos mais se venham a seguir.
O lema é poupar energia, poupando dinheiro e melhorando o serviço prestado!

Oeiras prepara Plano de Acção para cumprir as metas do Pacto de Autarcas

Veja lá bem: seria capaz de, na sua casa:
- reduzir 20% do consumo de energia? (talvez se isolar as suas janelas e acender menos os aquecimentos, ou se for duas vezes por semana de transporte público, em vez de ir de carro...)
- produzir 20% (do que costuma gastar) de energia renovável? (talvez se andar mais a pé e menos de carro, ou se instalar um painel solar para aquecer a água...);
- reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 20%? (com tudo o que acabámos de sugerir...)
Pois bem: Oeiras está precisamente em Janeiro de 2010 a discutir, em Sessão de Câmara, o Plano de Acção (“PAESO”) com que se compromete, junto da Comissão Europeia, a cumprir estas metas.


Uma das conclusões dos estudos que levaram a este Plano é que o desempenho de Oeiras estará sempre dependente de factores que a autarquia não pode controlar: alguns desses factores dependem de decisões governamentais, por exemplo, e muitos outros dependem... de si! Que tal dar uma ajuda?

Educação Ambiental ao serviço da Sustentabilidade



O Programa de Educação Ambiental da CMO foi lançado, no passado dia 12 de Novembro de 2009, pela 15ª edição consecutiva, numa sessão de apresentação que mobilizou mais de 50 participantes e envolveu não só a autarquia como os SMAS, a OEINERGE, a Tratolixo, a Escola do Mar e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, que irão colaborar nas actividades propostas às escolas.
Continuam a propor-se actividades práticas, cujo desenvolvimento pelos alunos permita não só a sua sensibilização para os temas mais importantes da actualidade – como a Biodiversidade e o Desenvolvimento Sustentável, em destaque nesta edição -, como o seu envolvimento em acções práticas de melhoria da sua escola, casa ou zona de residência.
Ao participarem no programa “Eco-Escolas”, promovido pela Associação Bandeira Azul da Europa e apoio da CMO, as escolas desenvolvem um trabalho abrangente não só em termos dos temas ambientais que devem abordar com os alunos, como no modo de mobilização de toda a comunidade escolar para a melhoria do desempenho ambiental da escola – uma espécie de Agenda 21 Local da Escola, que poderá constituir uma óptima experiência de aprendizagem da Cidadania para a Sustentabilidade.
Conta-se, como sempre, com uma grande adesão e entusiasmo!