Em Outubro e Novembro o Outono foi celebrado com a plantação de árvores em ribeiras, envolvendo a população escolar, empresas do concelho e munícipes, marcando-se assim o início da época das chuvas e o período próprio para as plantações. Esta acção visava ainda a sensibilização da população para a importância das linhas de água como linhas estruturantes da Paisagem e que potenciam a Estrutura Ecológica Fundamental do concelho, aproximando os munícipes do meio natural que os envolve.
A actividade decorreu em quatro sábados, em quatro linhas de água do Concelho:
- 16 de Outubro de 2010, 10h00 (sábado) – Ribeira da Ancha / Porto Salvo;
- 23 de Outubro de 2010, 10h00 (sábado) – Ribeira de Porto Salvo / Paço de Arcos;
- 6 de Novembro de 2010, 10h00 (sábado) – Rio Jamor (troço Gandarela) / Carnaxide;
- 20 de Novembro de 2010, 10h00 (sábado) – Ribeira de Outurela / Carnaxide.
Na concretização destas intervenções foi necessário o envolvimento de diversas unidades orgânicas da CMO, e entre empresas do Concelho, escolas, grupos de escoteiros e munícipes, participaram nestas plantações cerca de 270 pessoas, tendo sido plantadas aproximadamente 1000 árvores.
É necessário um novo paradigma na recuperação das ribeiras e controlo de cheias. A resposta para estes problemas passa pela incorporação das novas soluções que minimizem os impactos nestes sistemas e que sobretudo integrem a intervenção num número mais alargado número de perspectivas, salvaguardando não só as questões de segurança das populações, mas indo ao encontro do equilíbrio ecológico dos territórios e dos sistemas ribeirinhos.
O sucesso na implementação desta nova abordagem depende da interdisciplinaridade de técnicas mas precisa de contar, fundamentalmente, com a participação de todos os interessados.
“A beleza de uma paisagem está no esplendor da sua ordem, que se manifesta no equilíbrio biológico dos diversos factores que nela actuam e na sua perfeita adequação aos interesses dos Homens que nela vivem. Trabalhando com matéria viva, temos de nos sujeitar às suas leis próprias e servirmo-nos da própria interacção desses factores para conseguir os efeitos que desejamos.” (Francisco Caldeira Cabral).
Depois de duas semanas de difíceis negociações, em meados de Dezembro, os 190 participantes na Cimeira de Cancún faziam um balanço positivo mas muito aquém das expectativas de especialistas e ambientalistas. Foi estabelecido um acordo moderado mas considerado como um primeiro passo em direcção a um verdadeiro acordo climático. Não fixa metas vinculativas de redução de emissões de gases com efeito de estufa mas determina um objectivo de 2°C como limite para o aumento da temperatura média global até ao final do século. Um dos pontos altos e mais positivos da conferência foi a constituição do Fundo Climático Verde para os países em desenvolvimento.
Apesar de não se ter avançado “na questão crucial da definição do futuro quadro legal climático e não estabelecer um calendário para tal ser decidido (…) o ambiente favorável desta cimeira permitiu ultrapassar o desaire negocial de Copenhaga no ano passado, num ambiente de maior transparência, confiança e multilateralismo”, conclui a Quercus.
Portugal viu em 2010 ser reconhecido o mérito de algumas das medidas que têm vindo a ser adoptadas no âmbito da política de combate às alterações climáticas: Portugal teve uma avaliação bastante positiva no que toca ao desempenho climático pelo Climate Change Performance Index 2011 elaborada pelas organizações não governamentais GermanWatch e Rede Europeia de Acção Climática.
Apesar de ter descido duas posições, Portugal conseguiu passar de “moderado” para “bom”, atingindo a terceira melhor posição desde que o índice é publicado, conseguindo a 14ª posição devido à tendência de diminuição de emissões poluentes, especialmente nos sectores da energia eléctrica, transportes, residencial e indústria.
A nível local, desenham-se inúmeras iniciativas que visam trazer estas preocupações à prática de autarquias, empresas e cidadãos.
Ao ter aderido, em 2009, ao “Pacto de Autarcas”, Oeiras comprometeu-se a desenvolver um conjunto de acções concretas que irão contribuir para ver cumpridos, à escala do concelho, as metas de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa estabelecidas à escala europeia.
Durante o ano de 2010, o Plano de Acção Energia Sustentável para Oeiras, aprovado pela autarquia no início do ano, tem vindo a ser adoptado e aplicado pelos diversos serviços municipais, para ver em 2020 reduzidas em 20% o consumo de energia e as emissões de GEE, e aumentado em 20% a +produção de energias renováveis.
A partir de 2011, irá também promover-se uma campanha de angariação de parceiros – empresas, instituições, cidadãos – que se comprometam com acções concretas a contribuir para estes objectivos.
A campanha chamar-se-á “ENGAGE”, decorrendo em simultâneo em 12 cidades europeias, e contará mobilizar mais de 120.000 cidadãos para este desafio global.
Depois do Movimento Limpar Portugal ter ganho recentemente o "Green Project Awards", reconhecendo-se a importância deste projecto como movimento de cidadania activa no nosso País, estamos à porta dos dias em que uma iniciativa semelhante propõe que todos participem na Semana da Reflorestação Nacional. Mais informação no site do Movimento, em http://www.plantarportugal.org/pt/.
Portugal Participativo é o nome de um portal lançado há dias que convida os seus utilizadores a fazerem propostas para melhorar Portugal.
O portal é apartidário e está dividido em várias áreas, entre as quais ambiente e ordenamento, administração pública, economia e finanças, saúde ou obras públicas e transportes.
Segundo a ideia dos organizadores deste projecto, qualquer pessoa pode submeter uma proposta, votar nas propostas de anónimos e debatê-las, sendo intenção levar as propostas mais votadas a serem debatidas com os partidos políticos e especialistas na matéria em causa, para que estes respondam sobre a sua exequibilidade.
Visite o Portal em http://www.portugalparticipativo.com/ , e numa época tão cheia de problemas, contribua para fazer parte da solução!
O relatório anual das Nações Unidas sobre o Índice de Desenvolvimento Humano em 2010 diz-nos que a maioria dos países do mundo estão melhor hoje do que em 1970 ou mesmo em 1990, em termos da esperança de vida, instrução e rendimento (mais informação).
"Os dados dos últimos 40 anos revelam uma enorme diversidade de caminhos para o desenvolvimento humano; não existe nem modelo único, nem receitas uniformes que garantam o sucesso", comentou Hellen Clark, a administradora do PNUD, que fez a apresentação do relatório.
A avaliação positiva que transparece do documento pelos avanços conseguidos na saúde, educação e acesso a bens e serviços, é acompanhado de um alerta em como essa evolução pode não ser duradoura devido às alterações climáticas. "É sem dúvida o factor que perturbará mais profundamente o futuro, travando o progresso do desenvolvimento humano tal como a história o traça", admite.
Em qualquer das perspectivas, sabemos que o futuro acaba sempre por estar nas nossas mãos!
Foi recentemente apresentado na televisão uma reportagem sobre o Pacto de Autarcas e sobre as acções que algumas das autarquias portuguesas que aderiram a este protocolo com a Comissão Europeia estão a fazer. Aqui fica o link para a reportagem, e também para o site de divulgação do Plano de Acção Energia Sustentável para Oeiras. Outras notícias e oportunidades de participação irão surgir em breve...