sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Limpeza de ribeiras e praias do concelho de Oeiras

Não é só no Verão que se limpam as praias, e as ribeiras do concelho precisam de intervenção constante para manter vivas as suas funções ecológicas e ambientais – a escorrência da água e a prevenção das cheias, a saúde pública, a vida de plantas e animais, a qualidade e equilíbrio da paisagem.

Ribeiras vivasA Divisão de Serviços Urbanos, com o apoio da Divisão de Viaturas e Máquinas, realiza anualmente a limpeza, desobstrução e desassoreamento das linhas de água, num conjunto de trabalhos que visam limpar os cursos de água da vegetação invasora, das árvores caídas e do lixo e entulho que reduzem a sua capacidade de vazão.
Desde 2005, realiza-se a limpeza de todos os afluentes do Rio Jamor, e das Ribeiras de Barcarena, Algés, Lage e Porto Salvo, numa frequência semestral. Estas intervenções têm sido faseadas ao longo dos anos e não podem ser realizadas com a mesma celeridade nos afluentes, devido à quantidade elevada de sedimentos que é preciso movimentar, para além da dificuldade de manutenção dos leitos e das margens com conservação dos meandros e de outras características hidráulicas.

Praias limpasA CMO e a Administração do Porto de Lisboa têm celebrado nos últimos anos protocolos no sentido de valorizar e permitir usufruto dos espaços ribeirinhos do Concelho de Oeiras. Uma das actividades aí contempladas incide na limpeza e arranjo periódico das zonas de praia por parte da CMO, assumindo a autarquia a promoção e o custo destas actividades.
A periodicidade de limpeza das praias é mais intensa na época balnear, realizando-se numa base diária em todas as praias e zonas de recreio e lazer do Concelho, nomeadamente Praia de Algés, Cruz-Quebrada / Dafundo, Paço de Arcos, Santo Amaro, Torre. Fora da época balnear e atendendo que neste período se realiza a manutenção das máquinas usadas para a limpeza do areal, a periodicidade é, no mínimo, semanal.
O esforço e os custos destes trabalhos é recompensado pela elevada adesão dos munícipes ao usufruto destes espaços, mas é penalizado pela falta de civismo de muitos que ainda acham normal deixar lixos e entulhos indiscriminadamente… Pagamos todos, pelo desmazelo de alguns!Será tudo muito mais fácil quando todos perceberem que Oeiras… é a nossa casa!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Comemoração do Outono plantou árvores nos vales das ribeiras

Em Outubro e Novembro o Outono foi celebrado com a plantação de árvores em ribeiras, envolvendo a população escolar, empresas do concelho e munícipes, marcando-se assim o início da época das chuvas e o período próprio para as plantações. Esta acção visava ainda a sensibilização da população para a importância das linhas de água como linhas estruturantes da Paisagem e que potenciam a Estrutura Ecológica Fundamental do concelho, aproximando os munícipes do meio natural que os envolve.
A actividade decorreu em quatro sábados, em quatro linhas de água do Concelho:
- 16 de Outubro de 2010, 10h00 (sábado) – Ribeira da Ancha / Porto Salvo;
- 23 de Outubro de 2010, 10h00 (sábado) – Ribeira de Porto Salvo / Paço de Arcos;
- 6 de Novembro de 2010, 10h00 (sábado) – Rio Jamor (troço Gandarela) / Carnaxide;
- 20 de Novembro de 2010, 10h00 (sábado) – Ribeira de Outurela / Carnaxide.
Na concretização destas intervenções foi necessário o envolvimento de diversas unidades orgânicas da CMO, e entre empresas do Concelho, escolas, grupos de escoteiros e munícipes, participaram nestas plantações cerca de 270 pessoas, tendo sido plantadas aproximadamente 1000 árvores.
É necessário um novo paradigma na recuperação das ribeiras e controlo de cheias. A resposta para estes problemas passa pela incorporação das novas soluções que minimizem os impactos nestes sistemas e que sobretudo integrem a intervenção num número mais alargado número de perspectivas, salvaguardando não só as questões de segurança das populações, mas indo ao encontro do equilíbrio ecológico dos territórios e dos sistemas ribeirinhos.
O sucesso na implementação desta nova abordagem depende da interdisciplinaridade de técnicas mas precisa de contar, fundamentalmente, com a participação de todos os interessados.
“A beleza de uma paisagem está no esplendor da sua ordem, que se manifesta no equilíbrio biológico dos diversos factores que nela actuam e na sua perfeita adequação aos interesses dos Homens que nela vivem. Trabalhando com matéria viva, temos de nos sujeitar às suas leis próprias e servirmo-nos da própria interacção desses factores para conseguir os efeitos que desejamos.” (Francisco Caldeira Cabral).

Alterações climáticas - do global para o local

Depois de duas semanas de difíceis negociações, em meados de Dezembro, os 190 participantes na Cimeira de Cancún faziam um balanço positivo mas muito aquém das expectativas de especialistas e ambientalistas. Foi estabelecido um acordo moderado mas considerado como um primeiro passo em direcção a um verdadeiro acordo climático. Não fixa metas vinculativas de redução de emissões de gases com efeito de estufa mas determina um objectivo de 2°C como limite para o aumento da temperatura média global até ao final do século. Um dos pontos altos e mais positivos da conferência foi a constituição do Fundo Climático Verde para os países em desenvolvimento.
Apesar de não se ter avançado “na questão crucial da definição do futuro quadro legal climático e não estabelecer um calendário para tal ser decidido (…) o ambiente favorável desta cimeira permitiu ultrapassar o desaire negocial de Copenhaga no ano passado, num ambiente de maior transparência, confiança e multilateralismo”, conclui a Quercus.
Portugal viu em 2010 ser reconhecido o mérito de algumas das medidas que têm vindo a ser adoptadas no âmbito da política de combate às alterações climáticas: Portugal teve uma avaliação bastante positiva no que toca ao desempenho climático pelo Climate Change Performance Index 2011 elaborada pelas organizações não governamentais GermanWatch e Rede Europeia de Acção Climática.
Apesar de ter descido duas posições, Portugal conseguiu passar de “moderado” para “bom”, atingindo a terceira melhor posição desde que o índice é publicado, conseguindo a 14ª posição devido à tendência de diminuição de emissões poluentes, especialmente nos sectores da energia eléctrica, transportes, residencial e indústria.
A nível local, desenham-se inúmeras iniciativas que visam trazer estas preocupações à prática de autarquias, empresas e cidadãos.
Ao ter aderido, em 2009, ao “Pacto de Autarcas”, Oeiras comprometeu-se a desenvolver um conjunto de acções concretas que irão contribuir para ver cumpridos, à escala do concelho, as metas de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa estabelecidas à escala europeia.
Durante o ano de 2010, o Plano de Acção Energia Sustentável para Oeiras, aprovado pela autarquia no início do ano, tem vindo a ser adoptado e aplicado pelos diversos serviços municipais, para ver em 2020 reduzidas em 20% o consumo de energia e as emissões de GEE, e aumentado em 20% a +produção de energias renováveis.
A partir de 2011, irá também promover-se uma campanha de angariação de parceiros – empresas, instituições, cidadãos – que se comprometam com acções concretas a contribuir para estes objectivos.
A campanha chamar-se-á “ENGAGE”, decorrendo em simultâneo em 12 cidades europeias, e contará mobilizar mais de 120.000 cidadãos para este desafio global.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Vamos Plantar Portugal, de 23 a 28 de Novembro

Depois do Movimento Limpar Portugal ter ganho recentemente o "Green Project Awards", reconhecendo-se a importância deste projecto como movimento de cidadania activa no nosso País, estamos à porta dos dias em que uma iniciativa semelhante propõe que todos participem na Semana da Reflorestação Nacional. Mais informação no site do Movimento, em http://www.plantarportugal.org/pt/.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Novo portal Portugal Participativo

Portugal Participativo é o nome de um portal lançado há dias que convida os seus utilizadores a fazerem propostas para melhorar Portugal.
O portal é apartidário e está dividido em várias áreas, entre as quais ambiente e ordenamento, administração pública, economia e finanças, saúde ou obras públicas e transportes.

Segundo a ideia dos organizadores deste projecto, qualquer pessoa pode submeter uma proposta, votar nas propostas de anónimos e debatê-las, sendo intenção levar as propostas mais votadas a serem debatidas com os partidos políticos e especialistas na matéria em causa, para que estes respondam sobre a sua exequibilidade.
Visite o Portal em http://www.portugalparticipativo.com/ , e numa época tão cheia de problemas, contribua para fazer parte da solução!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Nem tudo são más notícias

O relatório anual das Nações Unidas sobre o Índice de Desenvolvimento Humano em 2010 diz-nos que a maioria dos países do mundo estão melhor hoje do que em 1970 ou mesmo em 1990, em termos da esperança de vida, instrução e rendimento (mais informação).
"Os dados dos últimos 40 anos revelam uma enorme diversidade de caminhos para o desenvolvimento humano; não existe nem modelo único, nem receitas uniformes que garantam o sucesso", comentou Hellen Clark, a administradora do PNUD, que fez a apresentação do relatório.
A avaliação positiva que transparece do documento pelos avanços conseguidos na saúde, educação e acesso a bens e serviços, é acompanhado de um alerta em como essa evolução pode não ser duradoura devido às alterações climáticas. "É sem dúvida o factor que perturbará mais profundamente o futuro, travando o progresso do desenvolvimento humano tal como a história o traça", admite.
Em qualquer das perspectivas, sabemos que o futuro acaba sempre por estar nas nossas mãos!